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Acessibilidade em Braile: Placas e Cardápios Certificados

Garanta comunicação acessível e inclusiva em seu projeto. Nossas Placas com Braile e Cardápios táteis seguem os mais altos padrões de legibilidade tátil para orientar com eficiência.

Acessibilidade em Braile: Placas e Cardápios Certificados
Fabricação Própria (Grupo Lagge)

Fabricação Própria (Grupo Lagge)

Durabilidade e Padrão Técnico

Produzidas em materiais resistentes (como acrílico, inox ou PVC) e com esferas de braile precisamente posicionadas, nossas placas resistem ao tempo e ao toque contínuo. Qualidade industrial Lagge.

Conforme a Norma NBR

Nossa sinalização tátil é desenvolvida em total conformidade com a NBR 9050, assegurando a altura, o relevo e o espaçamento correto do braile para uma leitura tátil universal.

Conforme a Norma NBR

Comunicação Essencial para Ambientes Inclusivos

Comunicação Essencial para Ambientes Inclusivos

Identificação de Portas e Ambientes

Ideal para sinalizar banheiros, elevadores, salas de reunião, corrimãos e rotas de fuga. Essencial para hospitais, hotéis, edifícios comerciais, restaurantes.

Vejam o que falam da gente

Perguntas Frequentes

A RVS Construções tira todas as suas dúvidas

O que a Lagge Decorar vende?

Placas ripadas e painéis 3D para decoração. Foco em instalação fácil, rápida e sem sujeira.

Qual a vantagem de serem fabricantes?

Garantimos 100% de controle de qualidade, acabamento superior e durabilidade em todas as linhas.

Vocês atendem empresas e arquitetos?

Sim. A Lagge Acessibilidade é focada no B2B, auxiliando projetos na aplicação correta da NBR 9050.

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O que a Lagge Acessibilidade faz?

Soluções B2B de acessibilidade. Pisos táteis, braile e sinalização conforme a norma NBR 9050.

Por que a NBR 9050 é essencial para meu projeto?

Ela é a norma de acessibilidade. Segui-la garante a segurança, a inclusão e a conformidade legal do projeto.

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Dúvidas sobre os materiais disponíveis, tipos de fixação ou personalização de pictogramas, fale conosco!

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Sinalização Braille e Mapa Tátil: Guia SP/RJ 2026

Em 2026, na construção civil e gestão de facilities, acessibilidade deixa de ser responsabilidade social para ser Engenharia e Segurança Jurídica.

Quando arquitetos projetam corporativos na Faria Lima ou hospitais na Barra da Tijuca, a atenção a rampas e elevadores é imediata.

Entretanto, há um obstáculo invisível só lembrado na hora da fiscalização: a comunicação do espaço.

Um edifício pode ser fisicamente acessível, mas se ele não for "legível" para uma pessoa com deficiência visual, ele é funcionalmente inútil. É aqui que entra a engenharia de precisão da sinalização em Braille e dos mapas táteis.

Muitos gestores ainda encaram as placas em Braille como meros adesivos a serem colados na porta do banheiro para cumprir tabela. Esse é um erro estratégico grave. A sinalização tátil é um sistema complexo de Wayfinding (orientação espacial) que envolve ergonomia, luminância (contraste visual), altura normativa e durabilidade dos materiais.

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, não seguir a NBR 9050 causa desconforto às pessoas. Isso pode levar ao bloqueio do Habite-se, multas do Ministério Público e danos à reputação.

A Ciência por trás da Leitura Tátil

Ao contrário do que o senso comum sugere, a sinalização em Braille não serve apenas para "ler o nome da sala". Ela é a interface de navegação do cego.

Imagine entrar em um saguão de hotel gigantesco de olhos vendados. Onde está a recepção? Onde estão os elevadores?

Onde é a saída de emergência? Sem um mapa tátil bem projetado e instalado na entrada, esse espaço é um labirinto perigoso.

A especificação técnica desses itens exige rigor. Uma placa de acrílico com Braille "achatado" (fora da altura normativa de 0,6 a 0,8mm) é ilegível para o tato. Uma placa de metal polido que reflete a luz (ofuscamento) torna o texto visual ilegível para quem tem baixa visão. Um mapa tátil instalado na altura errada ou com ângulo errado faz da peça uma decoração inútil, e não uma ferramenta de inclusão.

O mercado está saturado de soluções amadoras que degradam em poucos meses. O uso de "etiquetas adesivas" com bolinhas, por exemplo, é uma prática condenada, pois elas descolam com a limpeza e acumulam bactérias.

Na Lagge Acessibilidade, tratamos a sinalização tátil como engenharia de materiais. Utilizamos substratos nobres (Acrílico, ACM, Inox) e tecnologia de inserção de esferas maciças, garantindo que a informação permaneça íntegra por décadas.

Entendemos que, para o gestor de Facilities, o objetivo é resolver a conformidade de forma definitiva. Entender de placas em Braille é a diferença entre entregar o projeto ou ter a obra parada.

O que você vai dominar neste guia:

  • A Tríade da Informação: Para seguir a norma, a placa precisa ter três itens juntos: Braille, Texto em Alto-Relevo e Pictogramas. Se faltar um, a peça é reprovada.
  • O Mapa Tátil: Ele é o "GPS" dos prédios públicos. Saiba como definir inclinação e materiais rígidos para orientar a circulação em grandes áreas.
  • Materiais e Fixação: Não gaste com adesivos que descolam. Aprenda a escolher soluções duráveis em Acrílico ou Inox com esferas para evitar trocas constantes.
  • Regras de SP e RJ: Entenda como a fiscalização da CPA-SP e da SMAC-RJ funcionam.

Entendida a importância legal e funcional, vamos aos detalhes técnicos, começando pelas normas essenciais.


1. O Que é Sinalização em Braille e Por Que é Obrigatória?

A acessibilidade é o elo perdido na maioria dos projetos arquitetônicos. Enquanto rampas e elevadores resolvem a mobilidade física, a Sinalização em Braille resolve a autonomia cognitiva.

É um sistema de placas táteis que traduzem o ambiente visual ao toque, permitindo que pessoas com deficiência visual andem com independência.

Uma placa de sinalização acessível não é apenas uma peça com bolinhas em relevo. Para estar conforme a NBR 9050, ela deve integrar três camadas de informação simultâneas:

  • Braille: Para pessoas cegas alfabetizadas nesse sistema.
  • Texto em Alto-Relevo e Contraste: Para pessoas com baixa visão (que enxergam vultos ou têm campo visual reduzido) e idosos.
  • Pictogramas Táteis: Símbolos universais em relevo para compreensão rápida e intuitiva.

Por Que é Obrigatória? (O Peso da Lei)

A instalação dessas placas deixou de ser opcional há mais de duas décadas. O arcabouço legal brasileiro é robusto e punitivo:

Base Legal Federal:

  • Lei 10.098/2000: Estabelece que todas as edificações de uso público e coletivo devem garantir condições para utilização com segurança e autonomia.
  • Lei 13.146/2015 (LBI — Lei Brasileira de Inclusão): O Estatuto da Pessoa com Deficiência criminaliza a discriminação por barreira arquitetônica. Negar a adaptação razoável (sinalização) pode gerar processos civis e penais.
  • Decreto 5.296/2004: Regulamenta prazos. Para edifícios públicos, o prazo de adequação já expirou. Para privados, a exigência é imediata em reformas ou novas construções.

Onde a Fiscalização Bate na Porta? Em 2026, a fiscalização em São Paulo (CPA/SMPED) e no Rio de Janeiro (SMAC) intensificou as vistorias em:

  • Prédios públicos e repartições.
  • Condomínios comerciais e corporativos.
  • Shopping centers e grandes varejistas.
  • Hotéis, pousadas e resort.
  • Hospitais, clínicas e laboratórios.
  • Escolas e Universidades.
  • Teatros, cinemas e auditórios.

Benefícios Além da Conformidade (O Business Case)

  1. Inclusão Real de Mercado: Segundo o último Censo, o Brasil possui mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual severa. Ignorar esse público é perder clientes. Um hotel sinalizado atrai hóspedes fiéis; um shopping acessível torna-se destino preferencial de famílias.
  2. Certificações e ESG: Imóveis que buscam selos verdes como LEED (crédito de Equidade Social) ou AQUA-HQE precisam pontuar em acessibilidade. Além disso, empresas com agenda ESG (Environmental, Social and Governance) usam a sinalização inclusiva como prova física de seus valores de diversidade.
  3. Blindagem Jurídica: As multas por descumprimento são pesadas e cumulativas:
    • São Paulo: A multa inicial varia de R$ 1.500 a R$ 5.000. Em casos de reincidência e obstrução de fiscalização, a multa pode chegar a R$ 150.000. Além disso, pode haver bloqueio do Alvará de Funcionamento.
    • Rio de Janeiro: As sanções partem de R$ 2.000, com risco real de interdição do local em zonas turísticas ou de grande circulação.

2. Sistema Braille: História e Funcionamento Técnico

Para especificar corretamente, é preciso entender a mecânica da leitura tátil. O sistema criado por Louis Braille em 1825 não é uma língua, mas um código de escrita tátil.

A Engenharia da Cela Braille

O sistema baseia-se em uma matriz de 6 pontos (a "cela"), organizados em 2 colunas de 3 pontos. A combinação desses pontos (alívio ou relevo) forma 63 caracteres possíveis, incluindo letras, números, pontuação e símbolos matemáticos.

Dimensões Críticas (A Diferença entre Ler e Adivinhar)

A sensibilidade da polpa do dedo indicador é limitada. Se os pontos estiverem muito próximos, o leitor sente apenas um "borrão". Se muito afastados, perde-se a fluidez da leitura. A NBR 9050 padronizou as medidas para o Brasil:

  • Diâmetro da base do ponto: 1,5 mm.
  • Altura do ponto: entre 0,6 mm e 0,8 mm (O "sweet spot" é 0,7 mm). Pontos muito baixos (<0,5 mm) são imperceptíveis para diabéticos ou idosos com perda de sensibilidade tátil.
  • Espaçamento entre pontos: 2,5 mm.
  • Espaçamento entre celas (letras): 6,5 mm.

Braille vs. Texto em Alto-Relevo

Por que usar os dois?

  • Braille: É para o cego alfabetizado. É rápido, preciso e ocupa pouco espaço na placa.
  • Texto em Relevo: É para quem perdeu a visão tardiamente (e não aprendeu Braille) ou tem baixa visão. As letras devem ser em caixa alta, fonte sem serifa (Sans Serif) e ter altura mínima de 15 mm e relevo de pelo menos 0,8 mm.

3. NBR 9050: Requisitos Técnicos para Placas

A norma ABNT NBR 9050:2020 é a regra do jogo. Qualquer placa instalada, como as placas de elevador, fora desses parâmetros é dinheiro jogado fora, pois não passará na vistoria.

3.1. Informações Obrigatórias (Item 5.6)

Toda porta de uso permanente deve ter sinalização tátil. Isso inclui:

  • Numeração de Salas e Andares.
  • Nome do Ambiente (ex: "Administração", "Copa", "DML").
  • Função (ex: "Sanitário Masculino", "Saída de Emergência").

3.2. Contraste Visual (Luminância)

A acessibilidade não é só tátil. Para atender aos 35 milhões de brasileiros com baixa visão, em locais como a cidade de são paulo, a placa deve ter Alto Contraste. A norma exige um contraste de luminância (LRV) de ≥ 70% entre o texto/pictograma e o fundo da placa.

  • Aprovado: Texto Branco sobre Fundo Azul Escuro / Texto Preto sobre Fundo Amarelo.
  • Reprovado: Texto Prata sobre Fundo Cinza / Texto Branco sobre Fundo Amarelo Claro.

3.3. Acabamento Antirreflexo

Placas de acrílico ou metal polido são proibidas se refletirem luz (efeito espelho). O ofuscamento impede a leitura por quem tem fotofobia ou catarata. O acabamento é essencial e deve ser Fosco ou Satinado.

3.4. Altura e Local (O Erro n.º 1 das Obras)

Não adianta ter a placa perfeita se ela for instalada onde a mão não alcança.

  • Altura: O centro da placa deve estar entre 1,20 m e 1,60 m do piso acabado. A zona ideal de conforto é 1,40 m.
  • Localização:
    • Em portas: Instalar na parede adjacente à maçaneta (batente), nunca na folha da porta (salvo se for porta automática ou de vidro sem batente lateral).
    • Distância: Entre 15 cm e 45 cm do batente da porta.

4. Tipos de Sinalização Tátil: O Mix de Produtos

Um projeto completo de sinalização acessível vai além das plaquinhas de banheiro.

4.1. Placas de Identificação (Portas e Ambientes)

São as mais comuns. Devem conter texto visual, braille e, quando possível, pictograma.

Uso: Banheiros, Salas de Reunião, Quartos de Hotel, Consultórios.

4.2. Sinalização de Corrimão (Anéis Táteis)

Obrigatórios em todas as escadas e rampas. Informam o andar e o início/fim do lance.

  • Formato: Podem ser anéis que envolvem o tubo ou placas fixadas na parte superior/lateral do corrimão.
  • Informação: "1º Andar", "Térreo", "Garagem".
  • Posição: Devem ser instalados a 1,00 m do início e do fim do corrimão.

4.3. Mapas Táteis (Orientação Espacial)

São o "GPS" do deficiente visual. Um mapa em alto-relevo que representa a planta baixa do local.

  • Onde Instalar: Halls de entrada, recepções de hotéis, saguões de aeroportos e shoppings.
  • Conteúdo: Deve mostrar corredores (relevo baixo), paredes (relevo alto), entradas, banheiros e o ponto "Você Está Aqui".
  • Tecnologia: Geralmente feitos em Acrílico, PVC ou ACM com impressão UV e relevo aplicado.

4.4. Cardápios em Braille

Lei obrigatória em SP e RJ para bares, restaurantes e hotéis.

Formato: Pode ser uma versão resumida do cardápio principal, contendo preços e ingredientes. Deve ser encadernado e higienizável.

5. Materiais: O Que Especificar no Projeto?

A escolha do material define a durabilidade e a estética da sinalização, vamos trazer algumas informações sobre.

5.1. Acrílico (PMMA)

É o padrão de mercado para interiores corporativos e hoteleiros.

  • Vantagens: Corte a laser preciso, variedade de cores, acabamento nobre, aceita incrustação de esferas de Braille (Aço ou Polímero).
  • Desvantagem: Custo médio/alto. Pode riscar se limpo com abrasivos.

5.2. PVC Expandido / PS (Poliestireno)

É considerado a solução técnica de melhor custo-benefício.

  • Vantagens: Leve, barato, resistente à umidade, não propaga chama. Aceita impressão UV direta com relevo.
  • Uso: Escolas, hospitais públicos, áreas de serviço, indústrias.

5.3. Aço Inox / Alumínio (ACM)

Para projetos de alto padrão ou áreas externas.

  • Vantagens: Indestrutível, antivandalismo, resistente a sol e chuva (com proteção UV).
  • Desvantagem: Baixo contraste natural (exige pintura ou base contrastante), custo alto.

5.4. A Tecnologia do Braille

Como o pontinho é feito?

  • Esferas (Incrustação): A placa é furada e microesferas de aço inox ou polímero são inseridas sob pressão. É o padrão mais durável e tátilmente confortável para todas as pessoas.
  • Resina/Router: O relevo é usinado na própria placa ou aplicado via deposição de resina UV. Mais barato, mas pode desgastar com o tempo.

6. Onde Instalar: O Checklist de Ambientes Obrigatórios

Não deixe passar nada no seu levantamento:

  • Acessos: Portões, catracas e balcões de recepção (com rebaixamento).
  • Circulação Vertical: Portas de elevadores (batentes externos), interior da cabine (botoeira), início e fim de escadas e rampas.
  • Sanitários: Todos os banheiros (Masculino, Feminino e PNE) devem ter placa na entrada.
  • Auditórios e Salas: Identificação de fileiras e assentos preferenciais.
  • Áreas de Resgate: Portas de saída de emergência e rotas de fuga.

7. Mapa Tátil: O "Google Maps" da Acessibilidade

Enquanto as placas de porta identificam o destino, o Mapa Tátil é a ferramenta de planejamento de rota. Para uma pessoa com deficiência visual que entra em um prédio nas avenidas Faria Lima, o mapa é a única maneira de ter uma imagem mental do local.

Engenharia do Mapa Tátil

Um mapa tátil não é apenas uma planta baixa impressa em relevo. Ele obedece a uma hierarquia de texturas rigorosa definida pela NBR 9050:

  • Superfícies (Relevo Baixo): Indicam áreas de circulação (corredores).
  • Linhas (Relevo Médio): Indicam rotas acessíveis e paredes.
  • Símbolos (Relevo Alto): Indicam pontos de interesse (banheiros, elevadores, escadas).
  • Texto e Braille: Legendas explicativas.

Especificações Técnicas de Produção:

  • Material da Base: Deve ser rígido e antirreflexo (Acrílico, PVC Expandido, ACM ou Corian).
  • Inclinação: O mapa deve ser instalado em um pedestal ou suporte inclinado entre 15° e 30° para facilitar a leitura ergonômica com as pontas dos dedos.
  • Altura: A borda inferior do mapa deve estar entre 0,90 m e 1,10 m do piso.
  • Localizador "Você Está Aqui": É o elemento mais importante. Deve ser um símbolo tátil destacado (geralmente uma pirâmide ou semiesfera) que serve de ponto zero para a navegação.

Onde é Obrigatório?

  • Entradas principais de edifícios públicos e coletivos.
  • Saguões de hotéis e hospitais.
  • Pavimento térreo de shopping centers.
  • Terminais de transporte (Rodoviárias, Aeroportos, Metrô).

8. Processo de Produção e Personalização: Fuja do Amadorismo

A diferença entre uma placa que dura 10 anos e uma que cai maior parte em 6 meses está no processo fabril.

Método 1: Injeção/Termofusão (Industrial)

Utilizado para grandes tiragens. O plástico é injetado em moldes onde o Braille já faz parte da estrutura da peça.

  • Prós: Indestrutível (o ponto não cai). Custo baixo em volume.
  • Contras: Baixa personalização (design padrão).

Método 2: Router CNC com Inserção de Esferas

A placa (Acrílico ou ACM) é cortada e perfurada por máquinas de precisão numérica. Em seguida, esferas de aço inox ou polímero são inseridas sob pressão nos furos do outro lado.

  • Prós: Acabamento premium, alta durabilidade, personalização total de cores e logomarca, toque suave e confortável.
  • Contras: Custo mais elevado que o adesivo.

Método 3: Impressão UV com Relevo (Digital)

A tinta é depositada em camadas sucessivas até formar o relevo.

  • Prós: Rapidez, design colorido.
  • Contras: O relevo pode descascar com limpeza abrasiva ou unhas. A altura do ponto muitas vezes não atinge os 0,7mm exigidos, ficando "raso" demais para leitura.

O Perigo do "Braille Adesivo"

Algumas gráficas rápidas vendem etiquetas transparentes com bolinhas para colar sobre placas comuns.

Por que evitar: A cola resseca, a etiqueta levanta e o Braille cai. Além disso, é anti-higiênico (acumula sujeira nas bordas da etiqueta) e não passa em vistorias rigorosas. É fundamental ddeixar claro, a Lagge não utiliza esse método.

9. Pictogramas Táteis e Design Universal

O pictograma (ícone) serve para comunicação rápida e universal, transcendendo barreiras linguísticas e de alfabetização. Na sinalização tátil, ele deve ser estilizado e em alto-relevo.

Padrões da NBR 9050 (Anexo B): Não tente "reinventar a roda". Use os símbolos internacionais padronizados:

  • SIA (Símbolo Internacional de Acesso): A cadeira de rodas estilizada (branca sobre fundo azul).
  • Deficiência Visual: Figura humana com bengala.
  • Sanitários: Triângulo (Masculino), Círculo (Feminino) ou a combinação de bonecos.
  • Fraldário/Familiar: Ícone de bebê ou família.

Regra de Ouro do Relevo: O pictograma deve ter relevo mínimo de 0,8 mm. Muitas placas "falsas" no mercado possuem apenas o desenho impresso sem relevo. Isso é inútil para um cego. Passe o dedo: se não sentir a borda do desenho, a placa está irregular.

10. Custos e Investimento: O Preço da Conformidade

Quanto custa adequar um edifício? O valor varia conforme o material e a quantidade.

Estimativa de Mercado (Valores Médios 2026):

  • Placa de Porta (10x25cm) - PVC/PS:
    Investimento: Baixo (R$ 25 - R$ 45).
    Indicação: Escolas, Backoffice, Indústria.
  • Placa de Porta (15x25cm) - Acrílico/Inox:
    Investimento: Médio/Alto (R$ 70 - R$ 150).
    Indicação: Hotéis, Escritórios AAA, Hospitais.
  • Sinalização de Corrimão (Par):
    Investimento: R$ 30 - R$ 50 por ponto.
  • Mapa Tátil (60x40cm) com Pedestal:
    Investimento: R$ 1.500 - R$ 3.500.
    Nota: É um projeto personalizado que exige desenho técnico.

ROI (Retorno sobre Investimento): O custo de sinalizar um andar inteiro com km de extensão de escritório (aprox. R$ 2.000,00) é menor que 10% do valor da multa mínima do Ministério Público (R$ 5.000,00 a R$ 50.000,00). Financeiramente, a adequação preventiva é sempre mais barata.

11. Legislação SP e RJ: Obrigações e Multas

Embora a Lei Federal (LBI) cubra todo o país, as prefeituras de SP e RJ possuem decretos específicos de fiscalização.

São Paulo (SP)

  • Órgão: CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade) e Subprefeituras.
  • Exigência Específica: O Código de Obras exige sinalização tátil em todas as áreas comuns de condomínios residenciais novos (pós-2005) e comerciais.
  • Multa: Baseada na UFM (Unidade Fiscal do Município), pode chegar a valores astronômicos se houver reincidência. O "Auto de Multa" é lavrado após uma notificação preliminar de 30 a 90 dias para regularização.

Rio de Janeiro (RJ)

  • Órgão: SMAC (Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência).
  • Exigência Específica: Foco intenso na indústria de Turismo e Serviços (Lei Municipal de Acessibilidade em Hotéis, Restaurantes e Centros comerciais. Locais que não possuem cardápio em Braille e sinalização de banheiro são alvos frequentes do Procon-RJ e SMAC.
  • Selo de Acessibilidade: O Rio possui um programa de certificação que concede benefícios fiscais e de imagem para empresas 100% acessíveis.

12. Manutenção e Vida Útil

Placas táteis são tocadas constantemente. Isso gera desgaste e acúmulo de bactérias.

Protocolo de Higiene:

  • Limpeza: Pano úmido com álcool 70% ou detergente neutro.
  • Proibido: Solventes (Thinner, Acetona) derretem o Acrílico e o PVC. Esponjas de aço riscam a superfície, matando o contraste visual.

Patologias Comuns:

  • Queda de Esferas: Se o Braille for de má qualidade, as bolinhas caem, tornando a mensagem ilegível.
  • Vandalismo: Em escolas, alunos podem arrancar placas coladas apenas com fita dupla face. Recomendamos fixação com silicone ou parafusos com acabamento individual, e fixado um de cada vez.
  • Amarelamento: Placas de PS expostas ao sol (UV) amarelam em 1 ano. Para áreas externas, use ACM ou Acrílico com proteção UV.

13. Casos Reais: A Engenharia na Prática

Hospital de Grande Porte (São Paulo - Zona Sul)
Desafio: Sinalizar 400 portas garantindo assepsia total no dia a dia.
Solução: Placas em Acrílico Branco leitoso (não poroso), cantos arredondados (sem acúmulo de sujeira), Braille com esferas de aço inox (lavável). Fixação com silicone antifungo.

Rede de Hotéis Boutique (Rio de Janeiro - Ipanema)
Desafio: A arquitetura exigia placas pretas foscas para não brigar com o design.
Solução: Placas em ACM Preto Fosco com texto e pictogramas em Acrílico Branco (corte a laser) aplicado sobre a base. Contraste perfeito (Preto/Branco) com estética de luxo.

Edifício Corporativo (Faria Lima)
Desafio: Vidro em todas as portas. Onde colar a placa?
Solução: Placas instaladas na parede lateral de Drywall com buchas especiais, ou aplicadas no vidro com adesivo VHB transparente e "tapa-fundo" (vinil jateado) no verso do vidro para esconder a cola.

14. FAQ Técnico: Perguntas de Engenheiros e Gestores

P: Posso imprimir a etiqueta Braille naquelas rotuladoras manuais?
R: Não para sinalização permanente. Aquelas fitas são para uso pessoal. Elas descolam, não têm contraste normativo e o relevo é muito baixo. O fiscal não aprova.

P: A placa precisa ter o nome da sala E o número?
R: O ideal é sim. O número ajuda na ordenação lógica, e o nome confirma a função. Ex: "Sala 304 - Financeiro".

P: O Braille é universal? Uma placa do Brasil serve para um turista americano?
R: O alfabeto Braille é quase universal (baseado no latino), mas a língua muda. "Exit" é diferente de "Saída". Porém, os Pictogramas Táteis são universais. O turista cego entenderá o ícone de "Homem" ou "Mulher" pelo tato, mesmo se não ler "Masculino".

P: Qual a altura correta para instalar a placa no banheiro?
R: Lado da maçaneta, centro da placa a 1,40m - 1,50m do chão. Nunca na porta, pois se a porta estiver aberta (comum em banheiros públicos), a placa fica inacessível ou escondida.

Evite Multas e Garanta a Acessibilidade

A sinalização tátil é o item de menor custo da obra, mas o que mais gera problemas na vistoria se feito incorretamente.

A Lagge Acessibilidade produz conforme a NBR 9050 e entrega para todo o Brasil.

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